Operação de combate a trabalho escravo interdita alojamento em fazenda de Formosa do Rio Preto

Foto: Ilustrativa

Um alojamento móvel da fazenda Céu Azul em Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano, foi interditado durante uma operação de combate ao trabalho escravo, realizada de 12 a 22 de fevereiro, por auditores-fiscais da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal, integrantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.

 

Equipamento era utilizado por 23 trabalhadores

 

A interdição foi motivada pelo iminente risco de incêndio no local. O alojamento foi instalado em uma fazenda na zona rural do município baiano, e era utilizado por 23 trabalhadores de uma empresa terceirizada, que executava uma obra de construção de silos para armazenamento de grãos. No espaço de trinta metros quadrados, continha 9 beliches, equivalente a 18 camas.  

O contêiner marítimo originalmente utilizado para o transporte ou acondicionamento de cargas, apresentava instalações móveis para as áreas de vivência sem as condições mínimas de conforto térmico, ausência de equipamentos de prevenção contra incêndio, fiações expostas ou protegidas de forma inadequada, inexistência de laudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado, entre outras irregularidades.

Parte da estrutura do equipamento era feito de madeira e dentro do contêiner havia material combustível (colchões, travesseiros, roupas de cama, sacolas plásticas), confirmando a necessidade de interdição imediata, em razão dos graves e iminentes riscos de incêndio.

Também foram interditadas uma serra circulada de bancada e uma betoneira. Foram lavrados 31 autos de infração para a empresa terceirizada da construção civil. Já o proprietário da fazenda recebeu 29 autos de infração pelas irregularidades cometidas contra a saúde e a segurança dos trabalhadores.

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