Impactos ambientais na Bacia do Rio Preto começam a ser debatidos pela sociedade civil de Formosa do Rio Preto

Professores, advogados, pequenos produtores rurais e ambientalistas, de Formosa do Rio Preto e representantes da ONG Vidarp de Santa Rita de Cássia, começaram a debater nessa terça-feira (11) os impactos gerados pelo desmatamento do cerrado, assoreamento de rios, lagoas e os impactos ambientais gerados pelo agronegócio na micro bacia do Rio Preto no maior município brasileiro fora da amazônia legal.

O advogado Francisco Serpa, o escritor Eromar Bonfim e a presidentes do Sindicato do Trabalhadores Rurais e represente da Semmarh – Foto: Darlan A. Lustosa | Portal do Cerrado

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Os participantes estiveram reunidos no Sindicatos do Trabalhadores Rurais no centro de Formosa do Rio Preto para levantar informações sobre a atual situação de degradação do meio ambiente e para as primeiras tratativas de um plano de ação que será apresentado no início de março quando estarão reunidos novamente. Dentro das possibilidades ficou acertada a criação de uma comissão para formular e apresentar denúncias junto aos órgãos ambientais e ao Ministério Público da Bahia, além de apontar soluções para recuperação das áreas degradadas.

A reunião de hoje acontece depois de um hiato de quase 30 anos, quando uma comissão liderada pelo escritor da cidade de Barra e morador de Santa Rita de Cássia, José Vicente de Oliveira Neto, conhecido como Cazuza, proposta pelo então vereador, à época, Anacreont Gomes Bezerra, presidente da Câmara de Santa Rita de Cássia, propôs as câmaras de vereadores dos outros dois municípios banhados pelo Rio Preto (Formosa do Rio Preto e Mansidão) um “compromisso de honra registrado em ata, em defesa do meio ambiente, já depredado pela violência vil do “progresso” selvagem, visando sobretudo, a preservação do todo que restara da fauna, flora, das nascentes, dos afluentes e do próprio Rio Preto”, como diz um do trecho do livro, O Vale de Um Rio Preto de Águas Cristalinas do próprio Cazuza.

Naquele 8 de julho de 1991, fizeram uso da palavra, além de representantes de Santa Rita de Cássia e Mansidão, os vereadores de Formosa do Rio Preto Aby Lisboa, José Augusto Nogueira da Silva e Rosita Serpa. O pastor Zaqueu Guimarães Santos, representando a Igreja Batista, além de Darlan Alves Lustosa, à época com então 17 anos.

Dante França e Fabriciano Azevedo, conhecido com Binha também fizeram uso da palavra para endossar o apoio, o que na época ficou conhecido como “uma grande cruzada em prol da salvação do Vale do Rio Preto.”

A reunião desta terça-feira é sobretudo a compreensão coletiva de que a preservação deve está em primeiro lugar e alinhada ao desenvolvimento. O fato é que a lama que desceu pelo leito do rio preto acendeu o alerta de moradores que há anos vivem na expectativa de um desastre ambiental maior e irreversível.

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