A Associação dos Pequenos Produtores do Sucuriú reuniu associados, lideranças políticas e familiares para uma confraternização de final de ano na sede da entidade, localizada na comunidade Porto Limpo, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia. O presidente da Associação Alberto falou ao Portal do Cerrado, assim como outras lideranças. [vídeos abaixo]
Durante o encontro, os participantes celebraram os avanços da associação, que hoje figura entre as maiores produtoras de mandioca da região. Além disso, a entidade abastece o mercado local com produtos embalados a vácuo e atende cidades vizinhas.
Entre os convidados estavam o vereador Lúcio, a presidente da Associação Entre Rios, Jacinta, o advogado Ubiraci Lisboa e Hélio Justo, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Formosa do Rio Preto.
Resultados concretos e decisões difíceis
Questionado pelo Portal do Cerrado, o presidente da Associação dos Pequenos Produtores do Sucuriú destacou mudanças práticas na vida dos produtores desde a criação da entidade.
Segundo ele, o principal avanço foi a organização coletiva, que garantiu aumento da produção, padronização dos produtos e acesso a novos mercados. Além disso, a associação buscou parceiros para ampliar a produção e cobrou apoio verdadeiro do poder público.
Em conversa durante o evento, o presidente falou sobre os desafios internos e afirmou que uma das decisões mais difíceis foi manter a união dos associados em momentos de escassez e instabilidade, priorizando investimentos estruturais em vez de ganhos imediatos.
Crédito, logística ou mercado
Ao abordar os gargalos atuais do pequeno produtor, o dirigente apontou que a logística ainda pesa mais no dia a dia. De acordo com ele, o escoamento da produção e os custos de transporte seguem como entraves, mesmo com a demanda existente.
Ainda assim, ele ressaltou que a associação conseguiu minimizar impactos ao investir em processamento e embalagem, agregando valor ao produto final.
Visão do poder público
Ubiraci Lisboa, conhecido como Bira Lisboa, também foi ouvido pela reportagem. Para ele, o poder público ainda não compreendeu plenamente o papel estratégico do pequeno produtor.
Segundo Bira, a agricultura familiar segue tratada como promessa em períodos eleitorais, quando, na prática, já sustenta parte importante da economia. Ainda segundo ele, quase metade da população município mora na zona rural.
A dor do produtor rural
Já o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Hélio Justo, foi direto ao apontar a principal dor do produtor rural da região.
De acordo com ele, a falta de políticas contínuas e de soluções práticas compromete o planejamento no campo. Além disso, Hélio afirmou que o sindicato busca equilibrar a defesa política com ações concretas, voltadas para assistência, orientação e fortalecimento da produção. Neste ano de 2025, pelo menos quatro tratoritos foram doados a associações de pequenos produtores, numa articulação junto a Pablo Barrozo, Secretário Estadual da Agricultura da Bahia.
Participação do Legislativo
O vereador Lúcio também participou da confraternização e falou sobre o papel do Legislativo no apoio ao pequeno produtor.
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