O Bahia x Sport de quarta-feira (3) promete aquela energia de jogo grande, mesmo com o adversário já rebaixado. O duelo, que rola às 19h (Brasília), marca a despedida do Tricolor da Arena Fonte Nova em 2025 e chega com um clima de “último ato” para uma temporada histórica como mandante.
Nesta terça, o elenco fechou a preparação com treino tático e trabalho de finalizações. Rogério Ceni ganha o retorno de Ramos Mingo, que volta após suspensão e deve assumir a vaga de Gabriel Xavier. Por outro lado, o técnico não vai contar com Jean Lucas, suspenso pelo terceiro cartão amarelo diante do Juventude.
Enquanto isso, Rodrigo Nestor, Erick e Cauly seguem na disputa direta por espaço no meio-campo. A expectativa maior fica para o provável retorno de Caio Alexandre, que aparece novamente entre os candidatos à formação titular.
A provável escalação tem: Ronaldo; Gilberto, Kanu, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Rodrigo Nestor (Erick) e Everton Ribeiro; Ademir, Erick Pulga e Willian José.
Sanabria, Michel Araujo e David Duarte seguem fora e não atuam mais em 2025.
Último jogo em casa: números que explicam a força do Bahia na Fonte Nova
A despedida do ano na Fonte Nova chega com um peso especial. O Bahia empilhou vitórias como mandante e bateu marcas que não apareciam há quase quatro décadas. Até aqui, são 41 jogos, com 30 triunfos, seis empates e cinco derrotas. Esse desempenho não acontecia desde 1986.
Mesmo sem alcançar o número absoluto de vitórias daquela temporada, o aproveitamento impressiona: 78% em casa em 2025. Com Rogério Ceni, esse índice sobe para 80% na Fonte Nova.
Na Série A, o Tricolor construiu sua campanha principalmente diante da torcida. Foram:
- 18 jogos
- 13 vitórias
- 3 empates
- 2 derrotas
- 78% de aproveitamento
O desempenho supera até o ano do título brasileiro de 1988 no recorte de jogos como mandante.
Confronto desigual no papel, mas com muita coisa em jogo
O Bahia x Sport também coloca em campo extremos do Brasileirão: o melhor mandante da temporada enfrenta o lanterna e pior visitante. O Sport chega embalado — só que para o lado errado: são cinco derrotas seguidas fora de casa.
Para o Bahia, a vitória vale mais do que estatística. O time ainda sonha com a quinta posição no campeonato, embora não dependa apenas das próprias forças. Além disso, quer fechar a campanha caseira com chave de ouro e deixar a torcida com aquela sensação de “ano marcante”.
Atmosfera de festa e despedida
A partida também encerra uma temporada brilhante dentro de casa em outros torneios. No Campeonato Baiano, a Fonte Nova fez diferença na final contra o Vitória. Na Copa do Nordeste, o desempenho foi ainda maior: 100% de aproveitamento até o título.
O jogo desta quarta não é só mais um. É o último ato de um Bahia que fez a Fonte Nova pulsar como há décadas não se via — e quer manter o fogo aceso até o apito final.
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