Ferrugem asiática é confirmada no Oeste da Bahia e acende alerta para produtores de soja

Primeiro foco da doença na safra 25/26 foi identificado em lavoura de soja no município de Correntina

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Ferrugem asiática da soja foi confirmada em lavoura de Correntina, no Oeste da Bahia, durante a safra 2025/2026 - Foto: Aprosoja

A confirmação do primeiro foco de ferrugem asiática da soja no Oeste da Bahia levou entidades do setor agrícola a emitirem alerta fitossanitário aos produtores da região durante a safra 2025/2026.

A ocorrência da doença foi registrada no núcleo de Linha Branca, no município de Correntina, no Oeste baiano, confirmada no último dia 27, após análise laboratorial de amostras foliares de soja, conforme publicou a Aiba.

O diagnóstico foi realizado pela Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, que identificou a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja.

Diante da confirmação, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), emitiu alerta fitossanitário direcionado a produtores, consultores, pesquisadores e responsáveis técnicos.

Segundo as informações técnicas, as amostras foram coletadas em lavoura de soja no estádio fenológico R7, fase inicial de maturação da cultura, o que reforça a necessidade de atenção redobrada nas áreas produtivas.

Por que a ferrugem asiática preocupa

A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O fungo provoca desfolha precoce, o que compromete a formação dos grãos e pode reduzir significativamente a produtividade.

Estudos técnicos indicam que as perdas variam conforme o estágio da planta e as condições climáticas. Em ambientes favoráveis à doença, os danos podem chegar a até 70%.

A doença foi identificada no Brasil em 2001 e se espalhou rapidamente pelas regiões produtoras devido à facilidade de disseminação dos esporos pelo vento.

Manejo e ações recomendadas

Com a confirmação do foco no Oeste da Bahia, entidades do setor reforçam a importância do monitoramento constante das lavouras, do diagnóstico precoce e da adoção de estratégias de manejo.

O controle químico, quando utilizado de forma criteriosa e técnica, é apontado como a medida mais eficiente no enfrentamento da doença. Também são recomendados ajustes no calendário de plantio e o controle de plantas hospedeiras.

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Sobre Darlan A. Lustosa 823 Artigos
Darlan Alves Lustosa é natural de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, e atua com foco no desenvolvimento comunitário e na defesa dos direitos humanos. Com registro profissional 6978/BA, é um entusiasta da política como instrumento de transformação social e acredita no poder da informação para promover mudanças reais na sociedade.
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