A Bahia voltou ao centro do poder em Brasília. Natural de Ilhéus, Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu interinamente o Ministério da Justiça após a saída de Ricardo Lewandowski. A nomeação ocorreu na última sexta-feira (9).
Manoel Carlos exercia o cargo de secretário-executivo da pasta, função equivalente ao número dois do ministério. Com isso, ele assume automaticamente o comando da estrutura até a definição do novo titular.
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A escolha reforça, portanto, a presença de quadros baianos em posições estratégicas do governo federal. Além disso, amplia a visibilidade política da Bahia dentro do núcleo decisório do Palácio do Planalto.
Trajetória de Manoel Carlos de Almeida
Com trajetória consolidada no Poder Judiciário, Manoel Carlos de Almeida já ocupou cargos de destaque em Brasília. Ele atuou como secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF) e, posteriormente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde acumulou experiência administrativa e jurídica.
A passagem por essas instituições fortaleceu, assim, seu perfil técnico e o credencia para conduzir, ainda que temporariamente, uma das pastas mais sensíveis do governo federal.
Nos bastidores de Brasília, o nome do jurista Wellington César Lima e Silva é citado como um dos possíveis indicados para assumir o ministério de forma definitiva. A informação circula entre interlocutores do governo, mas não houve confirmação oficial até o momento.
Wellington César tem histórico de proximidade política com o presidente Lula e com integrantes da ala baiana do governo, como o ministro Rui Costa (PT). Além disso, já comandou o Ministério da Justiça em 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
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No atual mandato de Lula, Wellington ocupou o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, posto considerado estratégico na articulação institucional do governo federal.
Enquanto a definição não ocorre, Manoel Carlos de Almeida segue à frente do ministério, garantindo a continuidade administrativa e operacional da pasta.
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