A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano avançou de 2,77% para 2,8%. Para o próximo ano, espera-se que o PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – aumente 0,7%. Para 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 2%, respectivamente.
Com a proximidade de um novo ano, cresce a expectativa para as tendências do mercado diante de um cenário de estabilidade. A seguir, Guilherme Bastos, fundador e CEO da Ray Consulting, empresa de inteligência de dados, comenta cinco macrotendências a respeito do mercado para 2023:
1 – Aplicação amplificada da IA
Para Bastos, a aplicação amplificada da IA (Inteligência Artificial) é uma das tendências de negócios para 2023 aplicável a vários setores. Por conta disso, pode ser explorada pelos mais variados modelos de startups: “No varejo, por exemplo, soluções baseadas em IA podem prever padrões de compras e criar automaticamente ofertas de acordo com o perfil do consumidor, impulsionando as aquisições”.
Entre as fintechs, o empresário acredita que a IA pode influenciar e melhorar a experiência do cliente bancário, gerando a possibilidade de uma hiperpersonalização dos produtos e serviços que podem ser desenvolvidos.
2 – Clubes de assinatura
“As compras por assinatura tiveram um aumento de 65% no volume de vendas, enquanto as empresas tradicionais cresceram 28%”, reporta Bastos, citando dados de uma pesquisa da Vindi, plataforma de processamento de pagamentos recorrentes, citados pelo Sebrae-PR (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Para ele, a economia circular já vinha transformando o mercado antes mesmo da pandemia, com itens como livros, bebidas, alimentos e produtos de higiene pessoal – que são os segmentos de maior destaque, mas as possibilidades são muitas e continuam em alta.
“O maior apelo dos clubes de assinatura é a conveniência e as previsões de gastos que eles trazem. O modelo desperta a curiosidade dos consumidores, que recebem bolsas de vinho, discos, livros e produtos de beleza de acordo com o seu comportamento e gosto pessoal”, descreve. “O ‘truque’ é encontrar mercados inexplorados, ou pouco explorados, e investir em negócios de pagamentos recorrentes”.
3 – Delivery de tudo
Na visão de Bastos, as retailtechs (startups com foco no mercado de logística e varejo) ajudam o setor varejista a crescer com a oferta de soluções tecnológicas. “Além de ajudar com o desenvolvimento e oferta de ferramentas para implementação de Social Commerce, as startups podem contribuir com outra tendência de negócios para 2023: a implementação de delivery para quase tudo o que é oferecido aos clientes”, explica.
Ele observa que, à medida que as compras on-line foram ganhando popularidade durante a crise sanitária, a necessidade das empresas em pensar na logística de entrega também aumentava: “Esta corrida contra o tempo pode ter sido um tanto estressante para alguns no início, mas atualmente a maior parte do mercado já se adaptou”.
“Por isso”, prossegue, “se o seu negócio ainda não implementou a modalidade nas vendas, fique atento: considerar o delivery na experiência de compra do cliente é tão (ou mais) fundamental para os negócios quanto a presença digital”.
4 – Empresas verdes (ESG)
“A ESG (Environmental, Social e Governance, na sigla em inglês – Ambiental, Social e Governança, em português) em startups chama a atenção dos investidores. Tanto que, segundo dados noticiados pelo site Exame Invest, as empresas do modelo já receberam, juntas, mais de US$ 991 milhões (R$ 5,319 bilhões) em aportes ao longo dos últimos dez anos”, afirma Bastos.
O empresário aponta que 46% dos consumidores brasileiros esperam um impacto social positivo das marcas com as quais têm relacionamento, em referência a indicativos de uma pesquisa da Opinion Box, citados em uma matéria do site Meio & Mensagem,
“No que se refere ao reflexo que isso pode ter para os negócios em crescimento e aumento de faturamento, o relatório ‘Tendências da experiência do cliente 2021’ destacou que 63% dos clientes desejam comprar produtos ou serviços de empresas com responsabilidade social”, acrescenta.
5 – Marcas e empresas educadoras
O CEO da Ray Consulting destaca que encontrar colaboradores qualificados nem sempre é fácil para os negócios. Por isso, ao invés de esperar passivamente por candidatos que atendam a todas as competências, muitas empresas estão preferindo agir de forma proativa e se tornarem elas condutoras de conhecimento.
“Enquanto alguns negócios implementam a ideia de modo interno, oferecendo treinamentos, cursos ou bolsas de estudo para colaboradores já contratados, outras vão além e criam programas ou parcerias educacionais para o público externo, participando ativamente do processo de formação da população”, detalha Bastos.
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