Mosaico do Jalapão — Formosa do Rio Preto no oeste baiano sediou, nos dias 6 e 7 de novembro, a reunião de retomada do Mosaico do Jalapão, um dos mais relevantes conjuntos de áreas protegidas do Cerrado brasileiro. O evento reuniu representantes da Bahia e do Tocantins, além de órgãos federais e estaduais de conservação, como o Inema, o ICMBio e o Instituto Naturetins.
A importância do Mosaico do Jalapão
Reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio da Portaria nº 434/2016, o Mosaico do Jalapão abrange Unidades de Conservação federais, estaduais e particulares que somam mais de 43 mil km² de Cerrado preservado. É o maior bloco contínuo de vegetação nativa do Brasil Central.
Entre as áreas que compõem o Mosaico estão a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, a Estação Ecológica Rio Preto, o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, o Parque Estadual do Jalapão e as APAs Serra da Tabatinga, Jalapão e Rio Preto. Também fazem parte o Monumento Natural Cânions e Corredeiras do Rio do Sono e a RPPN Catedral do Jalapão.
Encontro reforça integração entre estados
Durante a reunião, gestores apresentaram as Unidades de Conservação, destacando avanços e desafios de cada uma. A Bahia foi representada por Iedo Rodrigues Vitor, gestor do Inema; o Tocantins, pelo Instituto Naturetins; e as UCs federais, por representantes do ICMBio. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), os municípios de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, além de instituições da sociedade civil, também participaram.
“Esforço conjunto pela preservação do Cerrado”
Para Jeanne Florence, diretora de Sustentabilidade e Conservação do Inema, a retomada do Mosaico reforça o compromisso coletivo pela conservação.
“O Mosaico é uma experiência exemplar de cooperação entre estados, instituições e comunidades. Essa retomada reforça o compromisso com a conservação do Cerrado e com o fortalecimento das comunidades que vivem e cuidam desse território tão valioso”, afirmou.
Planejamento até 2027
Além de definir os representantes do poder público e da sociedade civil, o encontro estabeleceu as bases para o novo Conselho do Mosaico. Também foram traçadas ações prioritárias para os próximos dois anos, com foco em governança, planejamento conjunto e valorização das comunidades locais.
As atividades incluíram oficinas de elaboração do novo Plano de Ação do Mosaico do Jalapão, que orientará as estratégias de conservação e desenvolvimento sustentável até 2027.
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