Relatar uma história por meio da escrita, captar a atenção do leitor de modo a conduzi-lo facilmente até a última linha e não ser reconhecido pelo feito. Esta é a rotina do ghost writer, o escritor “fantasma”, um profissional habilitado a compor textos que serão atribuídos ao contratante.
De livros técnicos a autobiografias de celebridades, o ghost writer tem um vasto campo de atuação. A elaboração de obras intelectuais para terceiros é, inclusive, um trabalho reconhecido e apoiado no Canadá por meio do sindicato dos escritores, que mantém uma lista de seus membros que estão dispostos a exercer função na área.
“Muitos escrevem para revistas, blogs, jornais, artigos científicos, artigos acadêmicos, de pesquisa, textos literários. A área é muito ampla”, afirma Beatris Hoffmann, que possui dois livros publicados, além de ter participado de mais de 10 antologias.
Segundo a escritora, a demanda é muito maior do que se imagina. “Sem o ghost writer, não teríamos muitos livros publicados. Excelentes livros que você já leu podem, com certeza, ter sido escritos por um ghost writer”.
O caráter anônimo deste tipo de trabalho pode criar a falsa impressão de que se trata de uma profissão recente, porém escrever sob encomenda já é antigo. “As escritas tinham um grande prestígio social, muitas pessoas usavam as habilidades de outras para expor suas ideias”, explica Hoffmann, que está montando a editora Littera.
Clarice Lispector, uma das escritoras mais importantes do século XX, foi também uma das mais famosas a redigir textos usando pseudônimo e até mesmo com autoria de outrem. Entre as décadas de 50 e 60, Clarice escreveu sobre moda e conselhos amorosos em jornais de grande circulação.
Como funciona
Abrir mão dos direitos autorais é a premissa da profissão de ghost writer. Para isso, o especialista atua incorporando as idealizações do contratante e “desenvolvendo uma ideia que não é sua e sim de quem o procurou”, explica Hoffmann.
O contato entre o escritor e o contratante tem início com uma reunião onde serão esclarecidas o intrincamento do trabalho e o tempo necessário para o processo de escrita ser concluído. Definido o tempo e o valor, um contrato com as partes envolvidas é assinado. “O trabalho do ghost writer muitas vezes custa um bom dinheiro porque ele está abrindo mão de seus direitos autorais”, ressalta a escritora.
Mesmo após a aprovação, o desenvolvimento do trabalho pode requerer aprofundar nos detalhes, seja colhendo entrevistas ou documentos, por exemplo, de acordo com a especificidade da obra contratada.
“O processo pode levar de três a sete meses dependendo do tamanho do livro e sua complexidade. A demora pode ser pelo fato de a ideia ainda não estar totalmente desenvolvida. Se for alguma história pessoal do autor, o processo se torna mais rápido”, conclui Hoffmann.
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