Com pouco mais de 26 mil habitantes, o município de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, aprovou um orçamento de R$ 327,2 milhões para 2026, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) sancionada pelo prefeito Manoel Afonso de Araújo e publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (17). O valor mantém uma trajetória de crescimento e coloca a cidade entre as que possuem alto volume de recursos em relação ao tamanho da população.
O orçamento de 2026 representa um aumento nominal em relação a 2025, quando a previsão foi de R$ 307,3 milhões. Nos últimos quatro anos, os recursos públicos praticamente dobraram. Em 2022, o orçamento municipal era de R$ 158,1 milhões. Em 2023, subiu para R$ 246 milhões. Já em 2024, alcançou R$ 288,6 milhões.

Para efeito de comparação, o orçamento de Santa Rita de Cássia, estava estimado em pouco mais de R$ 139 milhões em 2025.
No acumulado, o crescimento entre 2022 e a previsão em 2026 representa mais do que o dobro, segundo dados das leis orçamentárias aprovadas no período.
A estrutura da LOA 2026 mostra que a maior parte das receitas do município vem de transferências correntes da União e do Estado, enquanto a arrecadação própria — formada por impostos como ISS, IPTU e ITBI — representa parcela menor do total.
Educação e saúde concentram recursos, mas desafios persistem
Entre as áreas com maior dotação orçamentária em 2026 estão:
- Educação: R$ 91,9 milhões
- Saúde: R$ 68 milhões
Os valores atendem às vinculações constitucionais mínimas, mas milionário. Ainda assim, o município enfrenta problemas recorrentes na rede pública de saúde, como limitações no atendimento e na estrutura física, além de dificuldades históricas na educação. O município não avança.
Crescimento do orçamento e execução local
Desde 2021, a gestão municipal executou obras pontuais, como a construção de um pórtico de entrada da cidade, implantação de uma praça pública, quadra esportiva de areia e pavimentação de algumas ruas. Também foi realizada a substituição de sinalização semafórica, incluindo pintura de faixas, com custo informado de quase R$ 5 milhões.
As intervenções mínimas não alteraram de forma significativa o cenário estrutural do município, considerando o crescimento contínuo das receitas públicas nos últimos anos.
A lei também autoriza o Executivo a realizar créditos suplementares de até 100% do orçamento, utilizando superávit financeiro ou excesso de arrecadação.
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