Saída de Angelo Coronel do PSD redefine disputa ao Senado e reorganiza alianças na Bahia

Decisão do senador encerra impasse na base governista e abre novo cenário eleitoral no Estado

Saída de Angelo Coronel do PSD
Ângelo Coronel anuncia saída do PSD e candidatura ao senado integrando oposição a Lula Crédito: Pedro Franca/Agência Senado

A decisão do senador Angelo Coronel de deixar o PSD e disputar a reeleição ao Senado pela oposição provocou uma reconfiguração imediata do cenário político da Bahia. O anúncio foi feito em entrevistas ao Estadão e ao programa ‘Frequência News’, da Boa FM, de Salvador.

Com a saída, chega ao fim a crise no bloco governista, onde três pré-candidatos disputavam duas vagas ao Senado na aliança que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Ao Broadcast Político, Coronel afirmou que sofreu pressão para deixar a legenda e classificou o episódio como uma exclusão política. Segundo ele, o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, considerava sua permanência “insustentável”.

O senador reiterou a mesma versão em entrevista ao programa “Frequência News”, da Boa FM 96,1, ao relatar que foi retirado da composição majoritária antes do início oficial da disputa eleitoral.

De acordo com Coronel, a exclusão da chapa motivou não apenas sua saída, mas também a movimentação de aliados próximos, entre eles Diego Coronel, Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral.

Na última sexta-feira (30), em entrevista ao Bahia Notícias, o senador chegou a comentar sobre articulações internas para retirar o comando do partido no estado. Na ocasião, classificou o processo como uma “orquestração” contra ele e contra Otto Alencar, o presidente estadual da sigla.

Ao explicar a mudança de posição política, Coronel disse que a decisão de integrar a oposição decorre da condução do processo dentro do grupo governista. Segundo ele, não houve espaço para permanência após a retirada da vaga.

“Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, afirmou ao Estadão.

Sobre o futuro partidário, o senador indicou o União Brasil como principal destino, legenda que faz oposição ao governo federal na Bahia e que tem ACM Neto como pré-candidato ao Palácio de Ondina. Coronel disse aguardar uma conversa com o ex-prefeito e consultas a aliados.

Além do União Brasil, ele confirmou diálogos com PSDB, Democracia Cristã (DC) e PRD.

Eleição de 2018

Em 2018, Coronel foi eleito senador em aliança com o PT, ao lado de Jaques Wagner, em articulação liderada pelo então governador Rui Costa. Naquele momento, a composição retirou Lídice da Mata (PSB) da disputa.

Agora, com o PSD fora da chapa ao Senado, o grupo petista busca alternativas para manter a aliança política no Estado, diante do novo desenho eleitoral imposto pela saída de Angelo Coronel.

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