Casos suspeitos de varíola dos macacos são investigados no Oeste da Bahia Foto: Reprodução: Agência Brasil
Com o segundo caso confirmado da varíola dos macacos na Bahia, é comum que as pessoas se preocupem com a doença, que segundo o Ministério da Saúde já tem mais de 200 casos confirmados no Brasil.
A varíola dos macacos é classificada como doença endêmica em países da África Central e Ocidental e chegou a outros continentes em 2022. Foi identificada em 1958 e é causada pelo vírus MPXV, com denominação dada pela Organização Mundial da Saúde de Monkeypox.
Trata-se de uma doença zoonótica (doença infecciosa de animais) viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus.
Apesar do nome, os macacos não são reservatórios. O reservatório natural da doença ainda está sendo investigado, principalmente em pequenos roedores.
Os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas. O período de incubação, quando a pessoa infectada é assintomática, é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Inicialmente, os sintomas incluem febre súbita, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia (aumento dos linfonodos do pescoço), calafrios e exaustão.
Já a manifestação cutânea, mais conhecida pela população, ocorre entre um e três dias após os sinais e sintomas iniciais e a erupção da Monkeypox na pele passa por diferentes estágios: mácula, pápula, vesícula, pústula e crosta. Quando aparecem, as lesões têm diâmetro de meio centímetro a um centímetro e podem ser confundidas com varicela ou sífilis. A principal diferença é a evolução uniforme das lesões na MPX.
Após os primeiros dias de manifestação onde é comum ter dor de cabeça, dor abdominal e febre e ao longo da contaminação, o cenário evolui para erupção cutânea.
Duas etapas – Os sintomas do vírus se dão em duas fases. Antes, ainda há um período de incubação de 6 a 13 dias, em média, podendo chegar a 21 dias sem sintomas. Após a encubação, começam a aparecer os sintomas virais, como febre, dor abdominal e dor de cabeça. Tosse e dor de garganta surgem com menos frequência. Depois de cinco dias da apresentação dos sintomas virais, começam as apresentações mais características da doença: é quando as erupções cutâneas sobressaem como manchas vermelhas e depois ganham sobrelevação, criando vesícula com líquido que pode romper ou secar e, por fim, desaparecer.
Cuidado com as bolhas – Dentro das vesículas existe grande quantidade do vírus, por isso, é importante não ter contato pele a pele com a pessoa contaminada até a ferida sarar, para evitar a propagação da varíola.
O infectologista Matheus Todt disse ao Correio que é importante evitar ao máximo contato físico direto, principalmente com quem está infectado e apresenta lesões. “O distanciamento social é fundamental, principalmente de pessoas com sintomas suspeitos da doença. A higiene ambiental, o uso do álcool 70% e a higienização das mãos são ações também efetivas. O vírus da Monkeypox é capaz de ficar mais tempo em um ambiente do que o da covid-19 por exemplo, mas ele não é resistente à grande maioria dos higienizantes”, afirma ele.
A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nota oficial para recomendar a adoção de medidas de proteção. “Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças”, indica em texto.
O Ministério da Saúde avalia comprar vacinas contra a varíola do macaco para evitar um surto no país. A vacinação contra a doença já acontece em outros países, como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá para grupos prioritários, ou seja, quem teve contato com pessoas infectadas ou são profissionais da saúde.
Com Ministério da Saúde, Jornal Correio e Anvisa*
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