Energia renovável faz PIB de cidade do Oeste da Bahia decolar

Parque de energia solar em Tabocas do Brejo Velho (Foto: Divulgação)
Com informações do Correio*

Os investimentos em energia  solar no município de  Tabocas do Brejo Velho, fez o  PIB do município do Oeste baiano decolar no ranking nacional, segundo os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14).

Tabocas do Brejo Velho,   teve a segunda maior ascensão no ranking do PIB nacional. Subiu 1.554 posições, indo do 3.986ª para o 2.432ª colocação, principalmente devido ao aumento da arrecadação de imposto de importação de equipamentos para geração solar.

Os investimentos na cidade iniciaram em fevereiro de 2016, início da construção do parque solar Horizonte, empreendimento de U$$ 110 milhões da Enel Green Power, uma multinacional da energia.

O parque já está em operação, com capacidade instalada de geração de 103 MW. Há, ainda, mais dois parques da Enel na Bahia: um também em Tabocas, o Itupeva, o maior da América Latina, com capacidade de gerar 254 MW, e o outro em Bom Jesus da Lapa, batizado de Lapa, com capacidade de 158 MW.

Estes dois últimos parques entraram em operação entre junho e setembro de 2017. Juntos, os três parques possuem capacidade instalada de 550 MW e geraram ao todo 3.527 empregos diretos durante a fase de construção, 45% deles ocupados por moradores locais.

O parque solar de Horizonte é apoiado por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA, sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE). Na Bahia, a Enel opera desde janeiro 706 MW de capacidade eólica, em Morro do Chapéu e Cafarnaum.

O crescimento do PIB na cidade se deu “de forma astronômica”, mesmo a prefeitura tendo reduzido o Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 3% para a Enel e empresas terceirizadas, informou o secretário de Administração de Tabocas do Brejo Velho Benvindo Modesto de Oliveira.

“Esse ano, já deu uma caída no movimento, porque os serviços já foram quase todos feitos, só tem uma empresa terceirizada na cidade que voltou para fazer um serviço de drenagem na área do canteiro de obras”, informou.

Os alugueis na cidade, com os trabalhadores, chegaram a crescer 500%. “Até empresa de saúde do trabalho, que nunca teve aqui, veio pra cá. Ganhamos muito com o ISS e agora, com a geração de energia, esperamos ganhar com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”, disse.

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