Irmã Dulce é canonizada e se torna a primeira santa brasileira

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A religiosa baiana, Maria Rita Lopes Pontes foi canonizada na manhã deste domingo (13) na Praça São Pedro em Roma pelo Papa Francisco e passará a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

A cerimônia teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, foi ao Santo Padre e pediu que se procedesse à canonização dos beatos. Por volta das 05h35 (horário de Brasília) ela foi declarada santa pelo Papa.

Popularmente conhecida como Anjo Bom da Bahia, Dulce foi uma das religiosas mais populares do Brasil, graças ao trabalho social que desenvolveu ao longo de seus anos de vida, voltado aos pobres e desvalidos na capital baiana.

Embora outras brasileiras tenham sido canonizados pela Igreja Católica, o Vaticano considera que Santa Dulce dos Pobre, seja a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos pela Santa Sé.

Irmã Dulce Lopes Pontes – Maria Rita nasceu, em Salvador, Bahia, em 1914. Tinha 6 anos quando sua mãe faleceu. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde recebeu o nome de Dulce. Fundou a União dos Trabalhadores de São Francisco, um movimento operário cristão, e o hospital Santo Antônio.

Irmã Dulce faleceu na capital baiana em 1992. Foi beatificada em 2011, durante o Pontificado de Bento XVI.

O milagre que a levou à canonização é a cura milagrosa de José Maurício Bragança Moreira, que ficou cego por causa de um glaucoma grave. Ao sofrer de conjuntivite, colocou uma pequena imagem da Irmã Dulce sobre os olhos, pedindo a sua intercessão. Quando acordou, voltou a ver de novo.

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