Projeto de leitura reconstitui raízes da cultura de Formosa do Rio Preto

Um projeto de leitura apresentado pela Secretaria de Educação reconstrói elementos constitutivos da identidade do povo desta terra. A exposição organizou peças que recontaram o passado com materialidade original da história de um povo que aqui firmou seu lugar, seu chão, sua identidade.

Povo este que se apropriava do tempo de maneira bem diferente dos dias de hoje. Também era diferente a qualidade de uso do tempo, pois tinham relações sociais de vizinhança caracterizadas por fortes vínculos, permeados por laços de solidariedade e afetos próprios de um momento em que as pessoas eram valiosas umas para as outras pelo que elas eram em si.
Época em que parece o tempo andava com mais calma e as almas eram mais atenciosas.

O trabalho em questão expôs a competência sociocultural dos professores e equipe da Secretaria com a valorização das histórias das centenárias pessoas que ainda vivem em Formosa, como D. Raimunda Francisca com seus 102 anos ou D. Marcionília Matos e seus 100 completados em maio deste ano e passando por figuras históricas como os saudosos “Seu Martiniano, Seu Catulé. As lembranças que retratam os modos de vida com exposição dos utensílios rústicos do dia-a-dia como um velho girau, o pilão ou uma máquina de fiar.

O projeto que começou no inicio do ano letivo, terminou ontem (14) com uma exposição na Av. Bahia em frente ao Secretaria de Educação mostrando os saberes e sabores da culinária, como a paçoca de macaúba, o bolo da massa do jatobá e a riqueza dos frutos do cerrado brasileiro, além das histórias e das brincadeiras de crianças, passando por réplica simples que fazia lembrar o saudoso Jansem Melo, um barco a vapor que fez sua última viagem pelas águas do rio Preto quando ele ainda era navegável.

A arte ecológica da artista plástica Joelina Nunes e a boa lembrança de seu irmão Zezinho que também expuseram seus trabalhos confeccionados com sementes do cerrado.

Os poucos escritores que têm nesta cidade foram lembrados como Ester Dias ou esquecido como o cordel de Onélio Messias e do professor Joábio Jr. Na vida nem todos serão lembrados.

Somente um povo que reconstitui o seu passado sabe construir o seu futuro!

Colaborou Anália Miranda e a Professora Ana Celma

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