Casos de dengue e chikungunya se alastram por Formosa do Rio Preto

A principal medida para combater a Dengue e Chikungunya é eliminar os criadouros do mosquito.

O que era para ser uma piscina anexa ao Colégio Benedito Araújo serve de criadouro de mosquitos - Foto: Portal do Cerrado

Os relatos de pessoas com sintomas da Dengue e Chikungunya tem chamado a atenção em Formosa do Rio Preto nas últimas semanas. Informações extra oficiais dão conta que muita gente na cidade têm buscado a rede de saúde com os sintomas que caracterizam as doenças.

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Para quem é mais atento e acompanha os boletins epidemiológicos de Covid-19 em Formosa do Rio Preto, tem observado a quantidade de casos de suspeição para a doença mas que têm sido descartados pela Vigilância Epidemiológica. Os sintomas como febre alta, fadiga, mal-estar, perda de apetite e dor nas articulações confundem o cidadão em tempos pandêmicos do Sars-CoV-2, nome do vírus que causa a Covid-19.

Ontem, dos 11 casos suspeitos para a Covid-19, sete foram descartados para a doença que causa uma pandemia no mundo. Na quarta-feira (24) dos 14 casos com suspeição da Covid-19, nove testaram negativo.

A Secretária Municipal de Saúde não informa se os casos descartados são Dengue, Chikungunya ou outra enfermidade, mas o que se tem visto pela cidade são pessoas adoecidas com os sintomas virais da doença.

Aliás, a cidade nos últimos meses tem sido um campo aberto para a proliferação dos mosquitos transmissores. Um exemplo é o que deveria ser uma piscina anexa ao Colégio Municipal Benedito Araújo no centro da cidade que após as chuvas acumula água parada há meses. Segundo as informações buscadas pelo Portal do Cerrado é uma das regiões mais infestadas e com grande número de pessoas com os sintomas.

Para além da responsabilidade pública, muitos lotes estão cobertos por matos e certamente com vasilhames descartados pela população sem sua destinação adequada. Na última semana com cobranças da população nas redes sociais, agentes de saúde estão nas ruas alertando a população sobre a necessidade de evitar água parada e para que mantenham as caixas d´água cobertas.

O Aedes aegypti*
O mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya é o Aedes aegypti. Ele se caracteriza pelo tamanho pequeno, cor marrom médio e por nítida faixa curva branca de cada lado do tórax. Nas patas, apresenta listras brancas.

| Quais os hábitos dele?
O Aedes aegypti vive de 35 a 45 dias, sendo que sua alimentação, reprodução e postura dos ovos ocorre durante o dia. A atividade do mosquito ocorre preferencialmente no início da manhã e final de tarde. Entretanto estudos tem indicado a possibilidade de que este período esteja se ampliando. As fêmeas do mosquito necessitam do sangue humano para a maturação dos ovos. Dessa forma, é nesse momento que pode ocorrer a transmissão das doenças (tanto da transmissão do vírus aos seres humanos, como a infecção do mosquito ao picar uma pessoa doente no período de viremia).

| Ciclo de Reprodução
A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. A fêmea escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas. Delas, surge o adulto num ciclo de, aproximadamente, 7 dias. Por isso a importância de que cada um observe o seu ambiente ao menos uma vez por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

*com informações da Secretaria de Saúde de Santa Catarina

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