

O alecrim, além de ser um tempero clássico da culinária mediterrânea, é uma planta que carrega simbolismo, aroma intenso e múltiplos usos medicinais. Cultivado em vasos, ele traz charme a cozinhas, varandas e jardins verticais. Mas, apesar de sua fama de resistente, é comum vê-lo definhar quando não recebe os cuidados adequados. Galhos ressecados, folhas murchas ou amareladas e crescimento travado são sinais de alerta de que algo precisa mudar. A seguir, conheça 5 passos fundamentais para recuperar seu alecrim e garantir que ele volte a crescer vigoroso e aromático.
1. Avalie o equilíbrio da rega: o ponto chave da recuperação
Entre os erros mais frequentes no cultivo de alecrim está o excesso de água — e ele costuma ser fatal. Por ser uma planta originária de regiões secas e rochosas, o alecrim está adaptado a longos períodos sem chuva. Quando plantado em vaso, o solo precisa secar completamente entre uma rega e outra. Já a falta d’água por longos períodos também prejudica, deixando a planta estressada e murcha.
O que fazer: toque o solo com o dedo indicador. Se estiver úmido, adie a rega. Se estiver seco e soltando da borda do vaso, é hora de molhar, mas sem encharcar. Regue sempre nas bordas, evitando o acúmulo direto na base da planta.
2. Replante em vaso maior com substrato adequado
Se o alecrim estiver há muito tempo no mesmo vaso ou apresentar crescimento estagnado, o problema pode estar nas raízes comprimidas ou na qualidade do substrato. O solo encharcado, mal drenado ou empobrecido compromete a oxigenação e os nutrientes essenciais.
O que fazer: escolha um vaso de barro ou cerâmica com excelente drenagem e ao menos 30 cm de profundidade. Use uma mistura leve e aerada: 50% terra vegetal, 30% areia grossa e 20% composto orgânico. Se preferir, adicione um pouco de perlita ou carvão ativado para melhorar ainda mais a circulação de ar nas raízes.
3. Luz solar direta: o combustível vital do alecrim
Pouca gente sabe, mas a exposição solar é o fator que mais influencia na produção de óleos essenciais do alecrim — aqueles responsáveis pelo seu perfume marcante. Em ambientes internos ou com iluminação fraca, ele perde vigor, fica opaco e começa a murchar lentamente.
O que fazer: leve seu vaso para um local que receba pelo menos 5 horas de sol direto por dia. Varandas, janelas voltadas para o norte ou jardins com boa insolação são ideais. Se cultivado em apartamento, priorize locais próximos às janelas e, se possível, complemente com luz artificial de cultivo.
4. Faça uma poda inteligente e estratégica
A poda não apenas remove partes danificadas, como também estimula o rebrotar de novos galhos mais fortes. Um alecrim negligenciado e ressecado pode renascer com podas leves e bem orientadas.
O que fazer: use tesoura de poda limpa e esterilizada para cortar galhos secos ou fracos, sempre acima de um nó saudável. Evite podar mais de 30% da planta de uma só vez. Após a poda, aguarde uma semana antes de fertilizar.
5. Nutrição equilibrada: menos é mais
Embora o alecrim não seja exigente com adubação, plantas enfraquecidas podem se beneficiar de um reforço nutricional, desde que bem dosado. O excesso de adubo, especialmente o rico em nitrogênio, pode prejudicar mais do que ajudar.
O que fazer: a cada dois meses, adicione ao solo húmus de minhoca, farinha de ossos ou compostos orgânicos suaves. Isso fortalece as raízes e estimula a brotação, sem sobrecarregar a planta com estímulos artificiais.
Alecrim saudável é sinônimo de aroma e sabor na sua rotina
Com um pouco de paciência e ajustes simples, é possível transformar um alecrim murcho em uma planta revigorada, cheia de aroma e beleza. Ao respeitar as necessidades naturais da espécie — como luz, solo seco e espaço para crescer — você garante uma planta duradoura, produtiva e cheia de vida.