
O papa Leão XIV conduziu a Via Crucis no Coliseu, em Roma, na noite desta Sexta-feira Santa (3), diante de mais de 30 mil fiéis reunidos no local. A celebração relembrou a Paixão de Cristo, marcada por momentos de silêncio, oração e forte simbolismo.
Durante o percurso, o pontífice carregou a cruz ao longo das 14 estações da Via-Sacra, sendo cinco no interior do anfiteatro romano e nove na parte externa. A caminhada ocorreu sob luz de tochas, enquanto os participantes acompanhavam a celebração com velas nas mãos.
👉 Veja o momento da Via Crucis no Coliseu:
A cerimônia reuniu famílias, jovens, religiosos, sacerdotes e peregrinos de diversos países, que acompanharam as reflexões propostas ao longo do trajeto.
Reflexões ligam a Paixão de Cristo ao mundo atual
As meditações preparadas pelo franciscano padre Francesco Patton, com conteúdo inspirado nos Evangelhos da Paixão e em escritos de São Francisco de Assis, no contexto dos 800 anos de sua morte.
Ao longo das estações, as reflexões relacionaram o caminho de Jesus ao sofrimento contemporâneo. Foram citados conflitos armados, abusos de poder e situações que atingem a dignidade humana.
Além disso, os textos destacaram o sofrimento de mães e famílias em diferentes partes do mundo. Ao mesmo tempo, também apontaram exemplos de solidariedade e ajuda humanitária.
A figura de Simão de Cirene foi associada a voluntários, agentes humanitários e profissionais que atuam em áreas de risco para socorrer pessoas e dar visibilidade à verdade.
Participação dos papas na Via Crucis
A presença do papa na Via Crucis do Coliseu é uma tradição consolidada da Sexta-feira Santa, embora a forma de participação tenha variado ao longo dos anos.
Segundo a agência Associated Press, João Paulo II conduziu a cruz durante todo o percurso até 1995, quando passou a participar parcialmente após uma cirurgia.
Já Bento XVI carregou a cruz apenas na primeira estação e seguiu o restante da celebração acompanhando a procissão.
O papa Francisco, por sua vez, participou da Via Crucis, mas não conduziu a cruz durante a cerimônia.
Celebração termina com oração e bênção
Ao final da Via-Sacra, Leão XIV recitou a oração “Omnipotens”, de São Francisco de Assis, destacando a importância da fé e da entrega à vontade de Deus.
Em seguida, o pontífice concedeu a bênção final com base em um trecho do Livro dos Números, tradicionalmente associado ao santo italiano.
Siga o canal no WhatsApp e leia mais em Portal do Cerrado

