A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, cumprindo pelo menos 16 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. De acordo com a PF, a investigação mira um grupo suspeito de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo estimativas da Polícia Federal, a organização teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
Alvos da Operação Overclean
A TV Bahia apurou que dois dos principais alvos desta fase da operação são:
- José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, suspeito de ser um dos chefes do esquema.
- Bruno Barral, secretário de Educação de Belo Horizonte, que também ocupou o cargo de secretário de Educação de Salvador entre 2017 e 2018.
Ainda conforme apontou o g1, os agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão contra Barral em Salvador e Belo Horizonte. Mas a publicação não conseguiu contato com os advogados que fazem as defesas dos suspeitos.
Histórico da operação
Ainda em dezembro de 2024, uma semana antes da Operação Overclean, a Polícia Federal apreendeu R$ 1.538.700,00 com suspeitos de desvios milionários em recursos públicos. Para os investigadores, não havia dúvidas de que o dinheiro tinha origem ilícita e destinava-se ao pagamento de propinas em Brasília.
Conforme apontou o g1, citando a Receita Federal, a organização usava um esquema estruturado para direcionar recursos públicos de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais.
A Operação Overclean tem como objetivo desarticular a organização criminosa e aprofundar as investigações sobre a origem e o destino dos valores desviados. A ação segue em andamento.
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