O aumento do gás de cozinha em novembro já está valendo. Desde domingo (1º), a Acelen, que opera a Refinaria de Mataripe, cobra 17,5% a mais pelo gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras.
Segundo o sindicato dos revendedores, o botijão deve ficar entre R$ 12 e R$ 15 mais caro para o consumidor baiano.
É o maior aumento desde que a refinaria deixou de ser da Petrobras. A estatal vendeu a antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde, ao fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, e a Acelen assumiu a operação em dezembro de 2021. Desde então, a empresa define os próprios preços, que não acompanham necessariamente os da Petrobras.
Quanto muda no botijão
Pela nota da Acelen, a tonelada de GLP passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90. Num botijão de 13 quilos, o mais comum nas casas, isso representa cerca de R$ 9 a mais só na saída da refinaria, segundo cálculo do Portal do Cerrado com base nos valores divulgados pela empresa.
A estimativa de R$ 12 a R$ 15 vem do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas) e considera todo o caminho do produto, das distribuidoras às revendas. Segundo o presidente do sindicato, Robério Souza, o reajuste afeta toda a cadeia de venda, e o consumidor deve sentir a diferença já nas próximas compras.
Em Barreiras, segundo o aplicativo Preço da Hora da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) o valor do botijão de 13 kilos havia sido comercializado a R$ 150. Em revendas de Formosa do Rio Preto o preço também está em torno de R$ 150. Ainda não há informações se o novo aumento será aplicado ao consumidor local.
Por que o preço subiu
A Acelen afirma que sua política de preços segue critérios de mercado e leva em conta o valor internacional do petróleo, a variação do dólar e o custo do frete. Segundo a empresa, os preços podem subir ou cair conforme essas variáveis mudam.
A nota não explica qual desses fatores pesou mais neste reajuste.
O aumento do gás de cozinha em novembro é o maior do ano
O preço do gás na refinaria alternou altas e quedas ao longo de 2026, mas nenhuma variação chegou perto da atual. Segundo o sindicato, este é o sétimo reajuste do ano.
Mês Variação na refinaria
- Janeiro Alta de 2,38%
- Fevereiro Queda de 4,19%
- Março Estável
- Abril Alta de 15,2%
- Maio Alta de 4,3%*
- Junho Alta de 9,59%
- Julho Queda de 6,8%
- Agosto Queda de 7,1%
- Outubro Alta de cerca de 9%
- Novembro Alta de 17,5%
Segundo o sindicato, os revendedores absorveram a alta de maio, sem repassá-la integralmente ao consumidor.
O reajuste de novembro chega um mês depois do aumento de outubro.
Com informações do Sinrevgas e da Acelen via g1 Bahia.
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