Enquanto a cidade ainda repercute a Operação USG, que investiga desvio de recursos públicos, com prisão de 9 investigados ligados diretamente ao prefeito Manoel Afonso (PSD), outra notícia caiu como um raio no ambiente político de Formosa do Rio Preto na tarde desta terça-feira (18). A Primeira Câmara do Tribunal de Contas da União julgou o último recurso possível apresentado pelo prefeito Manoel Afonso — e negou por unanimidade. (Veja vídeo abaixo)
A denúncia, inclusive, foi apresentada por Gerson Bonfantti, na época seu arqui-inimigo e seu apoiador nas eleições de 2020 e 2024. Bonfantti inclusive foi vice-prefeito na chapa de Jabes Júnior, que sucedeu Neo Araújo depois de 2012.
Como não cabe mais recurso, a decisão do TCU pode colocar Neo na lista dos inelegíveis, relacionada ao processo TC 008.768/2022-6. O caso envolve a aplicação de R$ 500 mil de um convênio firmado com a Funasa, em 2005, para implantação de sistemas de esgotamento sanitário. A auditoria do TCU concluiu que a obra não apresentou execução útil e que serviços pagos não foram entregues.

Manoel Afonso não conseguiu reverter as conclusões técnicas da corte. Logo, a sanção de hoje pode impedir sua participação em futuras eleições. Neo, vale lembrar, está em seu quarto mandato e o segundo consecutivo e não poderá concorrer a um novo pleito. Agora desgastado, dois de seus principais nomes para a eleição de 2028, devem enfrentar resistência entre o eleitorado. Um empresário da cidade vem trabalhando seu nome para ter o apoio de Neo, enquanto o outro está completamente envolvido na operação da Polícia Civil.
Na mesma sessão, o ex-prefeito Jabes Lustosa Nogueira Júnior teve decisão favorável. Seu recurso foi aceito, suas contas aprovadas com ressalvas e não houve imposição de inelegibilidade — contraste que reforça o peso das responsabilidades individuais apuradas pelo tribunal.
Operação USG avança e expõe suspeitas de corrupção milionária
A manhã começou com a movimentação intensa de viaturas da Polícia Civil da Bahia em Formosa do Rio Preto. A corporação deflagrou a segunda etapa da Operação USG, conduzida pelo Draco-LD e pela DECCOR.
Segundo a Polícia Civil, a operação investiga uma estrutura milionária de corrupção na saúde pública de Formosa do Rio Preto, envolvendo médicos, ex-secretários, agentes políticos e clínicas que mantinham contratos com o município. As suspeitas incluem serviços não executados, plantões fictícios, exames incompatíveis com a demanda local e notas fiscais usadas para encobrir atendimentos inexistentes.
As novas diligências, realizadas após análise de materiais apreendidos na primeira fase (dezembro de 2024), miram contas bancárias, imóveis e três clínicas supostamente usadas pelo grupo.
Ao todo, 80 policiais cumpriram mandados na Bahia e no Piauí.
Os dois episódios, embora independentes, colocam a cidade no centro das atenções estaduais, enquanto a operação da polícia repercute em todos os jornais. Além disso, mostram como diferentes frentes de fiscalização — policial e de controle externo — se cruzam no tempo e amplificam a pressão sobre o ambiente político local
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Iru segura peão
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