Empresas no Oeste da Bahia são as organizações com CNPJ e atividade registrada no Cadastro Central de Empresas do IBGE, e a região tinha 29.211 em 2024: 41,8 para cada mil moradores, acima da Bahia (33,7) e abaixo do Brasil (52,8). A média esconde uma divisão: Luís Eduardo Magalhães e Barreiras reúnem 62,7% das empresas com 41,2% dos moradores, e sem as duas a taxa do Oeste cai para 26,5 por mil, abaixo da baiana.

O que são empresas atuantes e por que o IBGE as conta
O Cadastro Central de Empresas, o Cempre, é o cadastro anual do IBGE sobre empresas e suas unidades locais. Entram as organizações inscritas no CNPJ que estavam ativas em 2024, o que inclui empresas, órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos. Ficam de fora o microempreendedor individual (MEI), o negócio sem registro e as empresas no exterior. Por isso a conta não mede o tamanho total da economia local: mede a parte formal que tem estrutura de empresa.
Contar empresas por mil moradores responde a uma pergunta simples: quanta concorrência e quanta oferta de negócios uma cidade tem para o seu tamanho. Sua cidade está incluída, porque as 24 do Oeste têm dado em 2024. O trabalho do MEI, que cresce rápido na região, está no levantamento MEI no Oeste da Bahia.
Empresas no Oeste da Bahia: mais que a Bahia, menos que o Brasil
O Oeste tem 5,8% das empresas da Bahia com 4,7% da população, e o número de empresas cresceu 17,0% entre 2022 e 2024, contra 11,6% na Bahia e 12,2% no país. Mesmo assim, porém, a taxa por mil moradores segue 21% abaixo da brasileira.
| Recorte | Empresas em 2024 | Por mil moradores (2024) | Pessoas ocupadas por empresa | Variação do número de empresas 2022–2024 |
|---|---|---|---|---|
| Oeste da Bahia (24 cidades) | 29.211 | 41,8 | 5,0 | +17,0% |
| Oeste sem Luís Eduardo Magalhães e Barreiras (22) | 10.891 | 26,5 | 4,8 | +10,1% |
| Bahia | 500.254 | 33,7 | 6,4 | +11,6% |
| Brasil | 11.222.295 | 52,8 | 6,1 | +12,2% |
Duas cidades puxam a conta, e a cidade típica fica na média baiana
Luís Eduardo Magalhães tem 82,0 empresas por mil moradores, a segunda maior taxa entre os 417 municípios baianos, atrás só de Lauro de Freitas (83,1). Barreiras, com 51,3, é a 10ª. Só Luís Eduardo Magalhães passa da taxa do Brasil, enquanto sete cidades baianas no total passam. Das 24 do Oeste, sete superam a taxa da Bahia (33,7): além das duas, Correntina (36,8), Jaborandi (36,1), Catolândia (36,0), São Félix do Coribe (34,5) e São Desidério (33,8). As outras 17 ficam abaixo, e a cidade típica do Oeste (mediana de 22,9) empata com a baiana (22,7).
A base mostra onde está o trabalho nas duas maiores. Em Luís Eduardo Magalhães, o comércio e a reparação de veículos ocupam 32,7% das 46,2 mil pessoas empregadas em empresas, a indústria de transformação 12,8% e o transporte 7,5%. Em Barreiras, o comércio tem 28,5%, a administração pública 13,4% e a saúde 8,2%. Além disso, esse recorte por atividade só existe para cidades com 50 mil habitantes ou mais, então não vale para as outras 22. Por que Luís Eduardo Magalhães concentra tantas empresas a base não diz. Uma hipótese é a de cidade-polo que atende as lavouras vizinhas; o que a confirmaria seria a contagem de CNPJ por atividade na Receita Federal, que este levantamento não consultou.
As empresas do Oeste são menores que as da Bahia e do Brasil
Cada empresa do Oeste ocupava, em média, 5,0 pessoas em 2024, contra 6,4 na Bahia e 6,1 no país. A região tinha 5,2 em 2022, e nas três esferas o número caiu, o que é compatível com a entrada de empresas novas menores, mas a base não explica a causa. Cocos (7,2) e Jaborandi (7,1) têm o maior porte médio entre as 24, e Mansidão (3,0) e Coribe (3,2) o menor. Por isso o porte é uma aproximação: o pessoal ocupado inclui sócios e proprietários, que o IBGE estima desde 2022.
Como saber a da sua cidade
A tabela traz as 24 cidades, da maior taxa para a menor, com a posição entre os 417 municípios da Bahia. Para comparar a sua com as réguas: a Bahia tem 33,7 empresas por mil moradores, a cidade típica baiana 22,7 e o Oeste 41,8. Para refazer a conta, abra a tabela 9509 do Sidra, escolha o município e divida o número de empresas atuantes pela população estimada da tabela 6579.
| Posição (417) | Município | Empresas em 2024 | Por mil moradores | Pessoas ocupadas por empresa | Variação 2022–2024 |
|---|---|---|---|---|---|
| 2º | Luís Eduardo Magalhães | 9.564 | 82,0 | 4,8 | +25,5% |
| 10º | Barreiras | 8.756 | 51,3 | 5,3 | +17,3% |
| 38º | Correntina | 1.258 | 36,8 | 5,2 | +14,6% |
| 44º | Jaborandi | 346 | 36,1 | 7,1 | +18,5% |
| 45º | Catolândia | 128 | 36,0 | 3,7 | +7,6% |
| 50º | São Félix do Coribe | 543 | 34,5 | 3,7 | +6,5% |
| 57º | São Desidério | 1.177 | 33,8 | 5,3 | +12,1% |
| 66º | Santa Maria da Vitória | 1.337 | 33,0 | 4,4 | +6,4% |
| 70º | Formosa do Rio Preto | 885 | 32,3 | 4,8 | +14,0% |
| 134º | Cocos | 513 | 25,9 | 7,2 | +13,0% |
| 144º | Coribe | 369 | 25,5 | 3,2 | +2,5% |
| 191º | Santana | 598 | 23,4 | 5,5 | +9,7% |
| 216º | Angical | 318 | 22,4 | 4,2 | +4,6% |
| 223º | Wanderley | 299 | 22,3 | 4,3 | +17,3% |
| 229º | Tabocas do Brejo Velho | 271 | 21,9 | 4,7 | +5,0% |
| 236º | Baianópolis | 306 | 21,7 | 3,8 | +8,1% |
| 252º | Cotegipe | 286 | 21,2 | 4,4 | +1,8% |
| 262º | Santa Rita de Cássia | 603 | 20,9 | 3,4 | +14,0% |
| 271º | Riachão das Neves | 461 | 20,7 | 5,6 | +6,7% |
| 301º | Serra Dourada | 342 | 19,5 | 5,1 | +4,0% |
| 331º | Cristópolis | 262 | 18,1 | 4,5 | +18,6% |
| 350º | Brejolândia | 162 | 17,3 | 4,7 | +6,6% |
| 351º | Canápolis | 183 | 17,2 | 5,5 | +4,0% |
| 357º | Mansidão | 244 | 16,8 | 3,0 | +16,7% |
O que isso quer dizer para quem quer abrir ou tocar um negócio
Para o comerciante, a taxa é uma régua de concorrência formal: em Luís Eduardo Magalhães há uma empresa para cada 12 moradores, e em Mansidão uma para cada 60. Para o gestor municipal, é uma régua de base econômica formal. Por isso, os dados não indicam se vale ou não abrir um negócio em cada cidade, porque não trazem faturamento, renda nem a atividade de cada empresa. Quem decide precisa cruzar com o salário médio e o emprego formal e com o PIB per capita do Oeste.
O que os dados não respondem
Os números não dizem quantas empresas abriram e quantas fecharam: o IBGE publica o estoque de cada ano. Além disso, não dizem quais atividades puxam o crescimento de 17% (o recorte por atividade falha para 22 das 24 cidades) nem quantas empresas pertencem a grupos de fora da região. A comparação com os vizinhos, como o Sul do Piauí, também fica para outro levantamento; a comparação do salário já mostra como fazê-la.
Como o Portal do Cerrado apurou
Usamos o Cadastro Central de Empresas 2024, divulgado pelo IBGE em 25/06/2026 (Sidra 9509: empresas e outras organizações atuantes, pessoal ocupado total), para os 417 municípios baianos, o Oeste (os 24 do Extremo Oeste Baiano), a Bahia e o Brasil. A população de 2024 vem das estimativas do IBGE (Sidra 6579), e a taxa é o número de empresas dividido pelos moradores, vezes mil. O Oeste é a soma das 24 cidades; as medianas são entre cidades. O recorte por atividade vem da tabela 9510, para Barreiras e Luís Eduardo Magalhães (pessoal ocupado, não número de empresas, que a base não abre por atividade).
A série começa em 2022, quando o IBGE mudou a metodologia e deixou de comparar com os anos anteriores; por isso comparamos 2022 e 2024. Por isso, a ressalva principal é esta: o MEI e o negócio informal ficam de fora, a empresa conta no município da sede, e o IBGE diz que a incorporação de estabelecimentos ativos do CNPJ ainda precisa de aperfeiçoamento cadastral. Consulta em 30/10/2026.
Participe
Na sua cidade, falta mais comércio, mais serviço ou mais indústria perto de casa? Conte nos comentários o que você procura e não encontra, sem citar nomes de pessoas ou de empresas.
Viu algum erro nesta matéria? Avise a redação · Sugira uma pauta





Comente
Os comentários passam por moderação. Seja respeitoso: ataques pessoais, discurso de ódio e propaganda não são publicados.