Juiz preso na Operação Faroeste é suspeito de proliferar esquema de grilagem

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Afastado do cargo há uma semana e preso desde sábado pela Operação Faroeste, o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), é suspeito de proliferar “recursos criminosos” para sustentar um suposto esquema de grilagem de terras no Oeste do estado, cujos indícios indicam venda de sentenças judiciais na Corte.

A informação consta no pedido de prisão temporária de cinco dias que o Ministério Público Federal (MPF) fez ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última sexta, três dias após a Polícia Federal deflagrar a Faroeste. O MPF pediu ainda a detenção provisória do ex-borracheiro José Valter Dias. Ambas foram acatadas pelo ministro do STJ, Og Fernandes.

Tanto o juiz quanto o ex-borracheiro, que virou um dos maiores latifundiários do país, não foram encontrados no dia da operação. No pedido do MPF, assinado pela subprocuradora-Geral da República Lindôra Maria Araújo, os indícios apontam para “possível atuação dele (do juiz) na proliferação de recursos criminosos para alimentar o plano idealizado” pelo falso cônsul Adailton Maturino. Dias, suposto “laranja” de Maturino no esquema, é tido como foragido pela Justiça.

A subprocuradora relata que, no dia da operação, foram encontrados na casa do juiz “três relógios Rolex, joias Cartier e os automóveis de luxo BMW X6, Porsche Cayenne, Hyunday Tucson, Honda HRV e uma moto Harley-Davidson, que transbordam o patamar normal financeiro de um servidor público”.

Além disso, “restou apurado que o investigado Sérgio Humberto arca com aluguel mensal de R$ 10 mil, fora taxa condominial, para residir em luxuosa residência, na qual o preço de imóveis tem, como média, o valor de R$ 4,5 milhões [além de outras despesas], numa lógica que pode, supostamente, estar sendo financiada com dinheiro originário do esquema sob apuração”.

O STJ prorrogou também por cinco dias a prisão de Maturino, que atuava como falso cônsul da Guiné-Bissau. O advogado de Maturino, Miguel Pereira Neto, não respondeu aos contatos da reportagem.

Sua esposa, a advogada Gesiane Maturino, o secretário judiciário Antônio Roque Neves, assessor de Gesilvado Britto, presidente afastado do TJ, e o advogado Márcio Duarte Miranda, genro da desembargadora afastada Maria do Socorro Barreto Santiago, tiveram as prisões temporárias prorrogadas por igual período. Foram afastados também os desembargadores José Olegário Caldas e Maria da Graça Osório Leal, além da juíza Marivalda Moutinho.

as informações são do Correio*

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