
Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, perdeu posições no Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (IDAM) 2026, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), mas permaneceu entre os 10 municípios agropecuários mais fortes do Brasil.
O município caiu da 5ª colocação nacional, registrada no levantamento anterior, para a 9ª posição na edição mais recente do ranking, divulgada na segunda-feira (11).
Mesmo com a queda, Formosa do Rio Preto continuou no grupo das 130 cidades brasileiras classificadas com desenvolvimento agropecuário “muito alto”, categoria reservada aos municípios com índice acima de 0,8.
O estudo avaliou os 5.569 municípios do país e considerou indicadores ligados à produção rural, geração de empregos formais, arrecadação e acesso ao crédito agropecuário. Formosa alcançou índice final de 0,9358.

Município segue entre os maiores polos agropecuários do país
Mesmo após perder posições no ranking nacional, Formosa do Rio Preto manteve desempenho acima de tradicionais municípios do agronegócio brasileiro, como Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Jataí (GO) e Cristalina (GO).
Os dados divulgados pela CNM mostram o desempenho do município nas quatro dimensões avaliadas pelo índice:
| Indicador | Nota |
|---|---|
| Arrecadação | 1,00 |
| Emprego | 1,00 |
| Produção | 0,98 |
| Crédito | 0,76 |
| Índice final | 0,9358 |
Formosa do Rio Preto recebeu nota máxima em arrecadação e emprego formal ligado ao agronegócio. Já o crédito rural apresentou o menor desempenho entre os indicadores avaliados.
Formosa também aparece entre os maiores produtores agrícolas do Brasil
Além do desempenho no IDAM, o município segue entre os maiores produtores agrícolas do país no ranking da Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo IBGE.
Com base nos dados de 2023, Formosa do Rio Preto ocupa a 7ª posição nacional entre os municípios mais ricos do agronegócio brasileiro.
O comparativo mostra diferença entre os critérios utilizados nos dois levantamentos. Enquanto a PAM mede principalmente o valor da produção agrícola, o IDAM considera também fatores como geração de empregos, arrecadação do Imposto Territorial Rural (ITR), empresas ligadas ao setor e captação de crédito rural.
Oeste da Bahia mantém protagonismo no agronegócio nacional
O levantamento da CNM reforça a força do Oeste baiano no cenário agropecuário brasileiro.
Além de Formosa do Rio Preto, outros três municípios da região aparecem entre os 20 maiores do país no IDAM 2026:
- São Desidério — 3º lugar;
- Barreiras — 15º lugar;
- Riachão das Neves — 19º lugar.
São Desidério, que liderava o ranking anterior, caiu para a terceira posição nacional.
Já Barreiras registrou um dos maiores avanços do levantamento e subiu 20 posições em relação à edição anterior.
Matopiba segue como uma das principais fronteiras agrícolas do país
A CNM aponta que os municípios da região do Matopiba acumularam crescimento de 17,6% desde o início do monitoramento do índice.
Apesar disso, a região apresentou retração anual de 1,2% em 2026, influenciada principalmente pela redução nos indicadores de produção e crédito rural.
Mesmo nesse cenário, Formosa do Rio Preto permaneceu entre os municípios mais relevantes do agronegócio brasileiro.
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