
Uma médica presa em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, foi levada para o Complexo Policial do bairro Aratu, em Barreiras, após ser alvo da Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal.
A operação investiga um esquema de falsificação e comercialização de documentos acadêmicos usados para facilitar o acesso irregular a cursos de Medicina e a obtenção de registro profissional.
A informação sobre a apresentação da médica em Barreiras foi divulgada pelo site Alô Alô Salomão. A investigada deverá passar por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (13).
Até o momento, a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão durante a Operação Canudo.
Além da prisão em Luís Eduardo Magalhães, houve prisões em cidades de Minas Gerais. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em Barreiras, no Oeste da Bahia.
A PF agora busca reunir novas provas e identificar outras pessoas que possam ter participação no esquema investigado.
Documentos falsos eram usados em cursos de Medicina
Segundo a investigação, os documentos falsificados teriam sido utilizados para diferentes finalidades.
Entre elas estavam o ingresso irregular em cursos de Medicina e a tentativa de obtenção de registro profissional junto aos Conselhos Regionais de Medicina.
A Polícia Federal aponta que pelo menos 45 pessoas que já possuíam registro como médicos teriam pago pelos documentos falsos.
O esquema investigado teria alcançado diferentes estados brasileiros.
Investigação começou após diploma falso
A apuração teve início em 2023, depois que um diploma falso de Medicina foi apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul.
O documento teria sido fornecido por um dos investigados.
A partir desse caso, os investigadores identificaram indícios de uma possível rede especializada na produção e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos falsificados.
A Polícia Federal continua investigando o caso e procura identificar outras pessoas que possam ter adquirido ou utilizado os documentos fornecidos pelo grupo.
Até o momento, não foram divulgadas pela fonte informações sobre o resultado da audiência de custódia ou sobre eventual decisão judicial em relação à médica.
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