
O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Oeste da Bahia chegou a 120% entre janeiro e abril deste ano e já pressiona o Hospital do Oeste (HO), em Barreiras. As notificações passaram de 15 registros em janeiro para 33 em abril, segundo a unidade, que atende 36 municípios da região.
O crescimento ocorre em um período de maior circulação de vírus respiratórios, aumentando a procura por atendimento principalmente nos setores de emergência e na ala pediátrica.
De acordo com a Sesab, os dados indicam avanço ao longo dos 4 primeiros meses de 2026. Em janeiro, foram 15 casos; em fevereiro, 10; em março, 24; e, em abril, 33. A sequência mantém o sistema de saúde em estado de atenção.
Diante do cenário, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia reforça a importância da vacinação em todas as faixas etárias. Até a 12ª semana epidemiológica, a Bahia registrou cerca de 1,7 mil casos de SRAG, sendo 254 confirmados para Influenza.
A situação se agrava com a sazonalidade dos vírus respiratórios. Também há registro da circulação do subclado K da Influenza A H3N2, o que exige monitoramento contínuo.
Segundo a diretora-geral do Hospital do Oeste, Marina Barbizan, a unidade é referência para casos graves e de alta complexidade. Por isso, ela destaca a necessidade de os municípios seguirem os fluxos de regulação e priorizarem pacientes em estado mais crítico.
A estratégia busca evitar sobrecarga e garantir atendimento adequado aos casos mais graves. O controle do encaminhamento é considerado essencial para manter a capacidade da rede.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os dados indicam que a Bahia está em nível de alerta máximo para incidência de SRAG.
Síndrome Respiratória Aguda Grave
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada pelo agravamento de sintomas como febre, coriza e tosse. Em quadros mais severos, evolui para dificuldade respiratória e pode exigir internação.
Na maioria dos casos, a síndrome está associada a infecções virais, embora nem sempre seja possível identificar o agente causador. Ainda assim, a vacinação e a atenção aos sintomas iniciais são medidas consideradas essenciais para reduzir complicações.
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