Zau O Pássaro: trajetória no pagode baiano, do cover à carreira autoral

Cantor baiano ganhou projeção como cover, enfrentou disputa com Igor Kannário e se reposicionou com músicas próprias antes de morrer em acidente

Zau O Pássaro; isac bruno coni da silva
Zau O Pássaro morreu em acidente na BR-116 em Feira de Santana - Foto: Divulgação

Zau O Pássaro teve uma trajetória no pagode baiano marcada por mudanças rápidas e decisões que redefiniram sua carreira. O cantor baiano, identificado como Izac Bruno Coni Silva, morreu na manhã desta segunda-feira (4), após um acidente na BR-116, em Feira de Santana.

Natural de Conceição do Almeida, também na Bahia, o artista começou a ganhar visibilidade ao apostar em apresentações como cover. Na época, adotava o nome “Zau Kannário”, estratégia que acelerou sua projeção, principalmente pela semelhança vocal com Igor Kannário.

Ao mesmo tempo, essa fase inicial trouxe questionamentos jurídicos. A associação direta com outro artista passou a gerar críticas e confusão entre o público, sobretudo em eventos e conteúdos divulgados nas redes sociais.

Veja também: Vídeo mostra violência de acidente na BR-116 envolvendo cantor Zau O Pássaro

Disputa judicial acelerou mudança de rumo

A virada na carreira, no entanto, veio em abril de 2025. Igor Kannário entrou na Justiça contra o cantor, alegando uso indevido de marca registrada e concorrência desleal. O processo, no valor de R$ 100 mil, ganhou repercussão em Salvador e região.

De acordo com a ação, havia uso de elementos que poderiam induzir o público ao erro, incluindo nome artístico e identidade visual. A decisão foi favorável a Kannário.

Com isso, Izac Bruno precisou abandonar o nome anterior. A mudança não foi apenas formal. Ela marcou o início de uma nova fase, com reposicionamento artístico e foco em autenticidade.

Nova identidade e aposta no autoral

Já como “Zau O Pássaro”, o cantor passou a investir em repertório próprio. A proposta ganhou força no pagodão baiano, com músicas voltadas para paredões e apresentações ao vivo.

Em 2025, lançou o projeto “Tudo Que Bate nos Paredões”, que ampliou sua presença no cenário regional. O trabalho ajudou a consolidar sua nova identidade musical.

Além disso, parcerias com nomes conhecidos do gênero, como Xanddy Harmonia, contribuíram para expandir seu alcance e fortalecer sua inserção no mercado.

A carreira em ascensão foi interrompida na manhã desta segunda-feira (4), quando cantor retornava de um show na cidade de Barreiras, no Oeste do estado.

Segundo as informações, o carro em que o cantor estava colidiu na traseira de um caminhão que transportava televisores e estava parado no acostamento. Zau O Pássaro não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O caso gerou repercussão imediata nas redes sociais. Fãs e artistas do pagode baiano manifestaram pesar pela morte precoce.

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Sobre Darlan Alves Lustosa 11161 Artigos
Darlan Alves Lustosa é natural de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, e atua com foco no desenvolvimento comunitário e na defesa dos direitos humanos. Com registro profissional 6978/BA, é um entusiasta da política como instrumento de transformação social e acredita no poder da informação para promover mudanças reais na sociedade.
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