
As codornas no oeste da Bahia somam o menor rebanho pecuário já mapeado pelo Portal do Cerrado na região: 12.370 aves em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE. É menos até que o rebanho caprino da região, com 30,2 mil cabeças — a criação de codornas nos 24 municípios do Extremo Oeste Baiano soma menos de 1% do rebanho bovino da mesma área.
O rebanho de codornas no oeste da Bahia cresceu apenas 0,3% entre 2023 e 2024, de 12.336 para 12.370 aves. No mesmo período, o rebanho baiano de codornas cresceu 2,8%, e o nacional, 4,0% — a região avança bem mais devagar que o estado e o país.
Codornas no oeste da Bahia: criação concentrada em só três municípios
Dos 24 municípios do Extremo Oeste Baiano, apenas três registram criação de codornas na Pesquisa da Pecuária Municipal: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Baianópolis. Os outros 21 — incluindo Formosa do Rio Preto, São Desidério e Correntina, os maiores nomes do agronegócio de grãos da região — não têm nenhuma ave registrada na pesquisa do IBGE.
Barreiras concentra sozinha 76,4% de todo o rebanho regional, com 9.450 codornas em 2024. Luís Eduardo Magalhães vem em segundo lugar, com 2.710 aves, uma fatia de 21,9% do total. Baianópolis fecha o grupo com 210 codornas, uma participação residual de 1,7%.
| Município | Rebanho de codornas 2024 | Variação sobre 2023 |
|---|---|---|
| Barreiras | 9.450 | +0,1% |
| Luís Eduardo Magalhães | 2.710 | +0,6% |
| Baianópolis | 210 | +5,0% |
Enquanto a Bahia cresce, a região quase não sai do lugar
A diferença de ritmo entre o oeste baiano e o resto do estado chama atenção porque a criação de codornas é pequena, mas cresce em todo o país. O rebanho baiano avançou de 219.416 para 225.585 aves entre 2023 e 2024, alta de 2,8%. No Brasil, o crescimento foi de 4,0%, de 14,9 milhões para 15,5 milhões de codornas. O rebanho de codornas no oeste da Bahia cresceu bem menos que um décimo desse ritmo nacional.
A explicação provável está na escala da atividade agropecuária da região. Os 24 municípios do oeste baiano concentram a produção de grãos e a pecuária de corte em larga escala, atividades de capital intensivo, e não desenvolveram uma cadeia de avicultura de pequeno porte como a criação de codornas, tradicionalmente ligada à agricultura familiar e a pequenas granjas. O padrão se repete no caso do rebanho caprino e do ovino, duas criações de pequeno porte que também perdem espaço na região diante do avanço da lavoura mecanizada.
Produção de ovos de codorna segue parada desde 2023
A produção de ovos de codorna no oeste da Bahia soma 115 mil dúzias por ano, segundo a mesma Pesquisa da Pecuária Municipal, na tabela do Sidra que traz a produção de origem animal. O número não mudou entre 2023 e 2024: os mesmos três municípios produziram exatamente a mesma quantidade nos dois anos.
| Município | Produção de ovos de codorna 2024 (mil dúzias) |
|---|---|
| Barreiras | 78 |
| Luís Eduardo Magalhães | 35 |
| Baianópolis | 2 |
Enquanto a produção regional ficou parada, a produção baiana de ovos de codorna cresceu 15,2%, de 1.445 mil para 1.664 mil dúzias entre 2023 e 2024, e a produção nacional avançou 6,5%. Como resultado, a fatia do oeste baiano na produção baiana de ovos de codorna caiu de 8,0% para 6,9% em apenas um ano — a região perde espaço relativo mesmo sem produzir menos que antes.
O rebanho de codornas no oeste da Bahia em números
- 12.370 aves nos 24 municípios do Extremo Oeste Baiano em 2024, o menor rebanho pecuário já mapeado na região pelo Portal do Cerrado;
- Apenas 3 dos 24 municípios registram criação de codornas: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Baianópolis;
- Barreiras concentra 76,4% de todo o rebanho regional;
- 115 mil dúzias de ovos de codorna produzidas por ano na região, número estável desde 2023;
- A fatia da região na produção baiana de ovos caiu de 8,0% para 6,9% em um ano.
Como o Portal do Cerrado apurou
Os dados vêm da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024, do IBGE, consultada pelo Portal do Cerrado na tabela 3939 do Sidra, para o rebanho, e na tabela 74, para a produção de origem animal, somando os 24 municípios que compõem oficialmente a mesorregião Extremo Oeste Baiano. É a mesma base que o Portal do Cerrado já usou para o rebanho bovino, o rebanho caprino, o rebanho ovino e a produção de mel da região, e o ano de referência é 2024 — a PPM 2025 ainda não havia sido divulgada até a data desta apuração.
A comparação usa sempre o mesmo par de anos (2023 e 2024) para medir a variação, e os totais da Bahia e do Brasil vêm da mesma tabela do Sidra, na mesma consulta. O recorte municipal, usado em todo o levantamento sobre codornas no oeste da Bahia, segue a lista oficial dos 24 municípios da mesorregião Extremo Oeste Baiano, definida pelo IBGE. Os municípios sem registro de criação aparecem na pesquisa do IBGE com valor omitido, tratado aqui como zero, o mesmo critério usado nos levantamentos anteriores do Portal do Cerrado sobre pecuária na região.
