
A produção de mel no oeste da Bahia cresceu 6,7% em 2024, quando os 24 municípios do Extremo Oeste Baiano somaram 20,4 mil quilos do produto, ante 19,2 mil quilos em 2023. O levantamento é do Portal do Cerrado, a partir da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, cujo último ano fechado é justamente 2024.
O resultado da produção de mel no oeste da Bahia destoa do restante do estado. Enquanto a região ampliou a colheita, a Bahia como um todo produziu menos mel em 2024: a queda estadual foi de 5,6%, de 4,82 milhões para 4,55 milhões de quilos. No Brasil, por sua vez, a produção cresceu 4,9% no mesmo período, para 67,3 milhões de quilos.
Ainda assim, a contribuição do oeste baiano para o total do estado segue pequena: os 20,4 mil quilos produzidos na região representam apenas 0,45% do mel colhido na Bahia em 2024. Portanto, a apicultura no Extremo Oeste é atividade complementar, praticada em escala menor ao lado da pecuária de corte e da lavoura de grãos que dominam a economia regional.
Santana e Santa Rita de Cássia lideram a produção de mel no oeste da Bahia
A produção de mel no oeste da Bahia depende de poucos municípios. Entre os 24 que compõem a mesorregião, apenas 19 registraram colheita em 2024. Santana segue como maior produtor, com 3,54 mil quilos, seguido por Santa Rita de Cássia, que colheu 3,25 mil quilos e cresceu 17,6% em relação a 2023 — o segundo maior salto percentual da região. Mansidão, com 2,57 mil quilos, e Barreiras, com 2,49 mil quilos, completam o grupo dos quatro maiores produtores, que juntos respondem por 58% de todo o mel colhido na região.
Por outro lado, cinco municípios do Extremo Oeste Baiano não registraram produção de mel em nenhum dos dois anos pesquisados: Brejolândia, Canápolis, Jaborandi, São Félix do Coribe e Serra Dourada. Nesses casos, a atividade apícola pode até existir de maneira informal, sem passar pelo levantamento oficial do IBGE, que depende de informantes em cada município.
Riachão das Neves tem o maior salto percentual
Entre os 19 municípios que produziram mel em 2024, apenas um recuou: Baianópolis, com queda de 0,3%, de 1,284 mil para 1,280 mil quilos — uma variação pequena, dentro da oscilação normal de um ano para outro. Todos os outros 18 municípios produtores tiveram alta na produção.
Proporcionalmente, contudo, o maior crescimento foi o de Riachão das Neves, que saltou de 278 para 330 quilos, alta de 18,7%. Na sequência aparecem Santa Rita de Cássia, com 17,6%, e São Desidério, que foi de 1,035 mil para 1,165 mil quilos, crescimento de 12,6%. Já Barreiras, quarto maior produtor da região, cresceu 14,2% no período.
Os sete maiores nomes da produção de mel no oeste da Bahia em 2024 ficaram assim:
- Santana: 3,54 mil kg em 2024 (variação de +0,6%)
- Santa Rita de Cássia: 3,25 mil kg (+17,6%)
- Mansidão: 2,57 mil kg (+8,6%)
- Barreiras: 2,49 mil kg (+14,2%)
- Baianópolis: 1,28 mil kg (-0,3%)
- Angical: 1,19 mil kg (+1,0%)
- São Desidério: 1,16 mil kg (+12,6%)
Produção de mel no oeste da Bahia: números completos
| Recorte | 2023 (kg) | 2024 (kg) | Variação |
|---|---|---|---|
| Total dos 24 municípios (oeste da Bahia) | 19.172 | 20.449 | +6,7% |
| Santana | 3.520 | 3.540 | +0,6% |
| Santa Rita de Cássia | 2.764 | 3.250 | +17,6% |
| Mansidão | 2.372 | 2.575 | +8,6% |
| Barreiras | 2.185 | 2.495 | +14,2% |
| Baianópolis | 1.284 | 1.280 | -0,3% |
| Angical | 1.183 | 1.195 | +1,0% |
| São Desidério | 1.035 | 1.165 | +12,6% |
| Riachão das Neves | 278 | 330 | +18,7% |
| Bahia (total estadual) | 4.821.501 | 4.550.258 | -5,6% |
| Brasil (total nacional) | 64.164.183 | 67.313.986 | +4,9% |
O que já foi publicado sobre a pecuária da região
A produção de mel no oeste da Bahia completa o retrato que o Portal do Cerrado vem montando sobre a pecuária regional a partir da PPM 2024. Além do leite, que caiu 1,5% na região no mesmo ano, e dos ovos de galinha, concentrados em Barreiras, a série já mostrou o comportamento do rebanho de aves, que também usou a mesma pesquisa, na tabela de efetivo dos rebanhos do Sidra, e do rebanho suíno, em alta — o mesmo movimento de crescimento que agora aparece no mel.
Cada um desses números, somado à produção agrícola, compõe a base de dados que o portal usa para acompanhar a economia da região ao longo do ano, além do noticiário do dia a dia. O Produto Interno Bruto do oeste da Bahia, por exemplo, caiu 3% em 2023 — período anterior ao agora registrado na pecuária.
Como o Portal do Cerrado apurou
Para chegar aos números da produção de mel no oeste da Bahia, o Portal do Cerrado usou a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, ano de referência 2024, tabela 74 do Sidra, variável “Produção de origem animal”, classificação “mel de abelha”. Os valores dos 24 municípios da mesorregião do Extremo Oeste Baiano — a mesma usada nos demais levantamentos da série — foram somados e comparados com 2023 e com os totais de Bahia e Brasil, extraídos da mesma tabela.
A metodologia completa da pesquisa está descrita na página do IBGE sobre a Pesquisa da Pecuária Municipal. Como a PPM depende de informantes municipais, a ausência de registro em cinco cidades da região não significa necessariamente que não exista produção local — apenas que ela não foi captada pela pesquisa. A base de dados, por fim, não indica a causa das variações; este texto descreve somente o que os números mostram.
